quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Abundância de energia na gestação



Na gestação, muitas vezes nos sentimos cansadas, registrando alguns desconfortos, que envolvem sensações no digestório, peso, etc.
O desenvolver da placenta, o aumento do útero, etc, vão gastando energia... mas precisamos reativá-la com consciência.

É importante nos lembrarmos de que o bebê se desenvolve no ventre e todos os órgãos ficam mexidos com o desenvolver da gestação e também a energia da gestante pode estar mais focada nesse ponto...

A relação de abundância na gestação, começa com a circulação adequada da energia!

Se retemos a energia nos ombros, por exemplo, a respiração trava...se deixamos a respiração curta, nos sentimos ainda mais cansadas...

É fundamental nos relacionarmos com a fluidez da energia, respirando com profundidade e experimentando ampliar o nosso potencial respiratório. Essa sensação de espaços internos, registra a presença da abundância de bem-estar e de tranquilidade.

Assim, experimente Ujjyai pranayama,(texto com vídeo no blog), associado a movimentos simples de espaçamento entre as costelas e vértebras e vai visitar a sensação da abundância de espaços internos...

Faça a adequação da sensação da energia de expansão e aterramento no seu corpo, distribuindo adequadamente o que precisa ativar e o que é necessário liberar em você, que vai sentir o registro da abundância.

Nas aulas de Yoga para gestantes sentimos a ativação da musculatura de sustentação e a liberação dos ombros, dos espaços no ventre e nas costas. Através de técnicas respiratórias específicas, liberamos também, desconfortos digestórios. Lembrando sempre de que já temos bastante estímulo no ventre, o que pode gerar mais sensações, como mais produção de suco gástrico no estômago, peso, etc. Assim, é fundamental circular essa energia com consciência.

Nessa postura em movimento, a gestante cria espaços no centro do peito e entre as mãos, com expansão e aterramento, gera uma sutil torção na coluna, ativando o períneo e liberando espaços entre os órgãos.

É importante lembrar que se o ar fica retido no peito e os ombros tensos, é como se enchêssemos um balão de ar. Esse ar preso, só fica retesado, não tem mais função. (Experimente liberar as tensões dos ombros – texto no blog)

Com esse movimento, a gestante cria espaços nas laterais do tronco, entre as costelas, se alonga lateralmente, ativando os braços, mas afastando com consciência os ombros das orelhas.

Energia parada é estagnação, que é o oposto de abundância... Busque sentir a fluidez...

Nesse vídeo, agestante, já de reta final, associa movimentos à respiração, ativando a musculatura de sustentação e liberando espaços internos e tensões.


Comece seu dia então, acessando a abundância de poder perceber a sua respiração e poder ampliá-la, acessando cada vez mais espaços internos, independente do seu período gestacional.
Visualize a sua respiração e seus espaços internos se expandindo... Crie essa percepção (veja o texto sobre visualização interna)

Crie o seu potencia de abundância com consciência  e agradeça cada conquista no seu dia e no seu processo gestacional!

Namastê!
Cristiani W. Bez Matsuoka
(48) 99167-6361
@cristianiw.bez
Professora de Yoga para gestantes em Florianópolis – SC
Yogashala Brasil – Centro – https://www.yogashala.com.br/
Yogaluz – Santa Mônica - http://www.yogaluz.com.br/


terça-feira, 1 de outubro de 2019

Técnicas de visualização interna



É muito importante desenvolvermos o potencial de internalização em todas as fases da vida, para relaxar, concentrar, se perceber...

Na gestação, poder gerar as visualizações internas que conectem a mãe com suas sensações, com o seu bebê e também com o seu potencial de conduzir a energia da melhor forma, é uma maravilhosa ferramenta.

Uma técnica de percepção da respiração e seus movimentos, conhecida como Japa ajapa, pode ser adaptada para as práticas de posturas e técnicas respiratórias, desenvolvendo e potencializando esse exercício de internalização e o movimento consciente da energia.

São muitos os benefícios dessa técnica: reorganização do ritmo respiratório, adequação do movimento da energia interna, internalização consciente, tranquilização da mente, aumento do potencial de concentração, etc.

Buscando o alinhamento da coluna, mesmo em posturas de inclinação, pode-se adaptar essa técnica, visualizando a respiração com movimentos associados.

Nessa postura a gestante visualiza a energia subir na inspiração, do cóccix ao topo da cabeça, e aterrar na exalação, dos intercílios ao períneo. (segue vídeo)


Uma percepção circular, enquanto trabalha o alongamento da região ciática e virilhas, afasta os ombros das orelhas, ativa as costas, braços e mãos.



Uma condução básica, que sempre indico dessa técnica é:
Ao inspirar, visualize o ar entrando e a coluna se expandindo para o alto; ao exalar, o ar vai saindo pelas narinas e você registra o esvaziamento até o baixo ventre. Expansão e aterramento conscientes.

Podemos fazer percepções ainda mais específicas, como visualizar o movimento da respiração entre dois pontos: o ar sempre entra e sai pelas narinas. O praticante, sentado com a coluna ereta, visualiza um tubo transparente entre a garganta e o umbigo. Quando o ar entra, sente expandir do umbigo a garganta; quando o ar sai, sente esvaziar da garganta ao umbigo.
Lembre-se sempre de compreender bem os comandos internos para que a técnica movimente a energia adequadamente.

No texto de hoje, vou deixar um vídeo com a prática de uma postura simples com visualização, para sentir os espaços internos, acessando e potencializando os benefícios da postura. Perceba que poderá adaptar essa visualização em várias posturas, sempre atenta à respiração e seus movimentos internos!
Pratique sempre o que se sentir segura! Peça auxílio de um professor habilitado, se tiver dúvidas.

Namastê!
Cristiani W. Bez Matsuoka
(48) 99167-6361
@cristianiw.bez
Professora de Yoga para gestantes em Florianópolis – SC
Yogashala Brasil – Centro – https://www.yogashala.com.br/
Yogaluz – Santa Mônica - http://www.yogaluz.com.br/





quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Dicas para aulas de mamãe e bebê



A mulher no pós-parto tem muitas alterações químicas, muitas transformações. O bebê agora está fora do ventre e demanda uma atenção e comunicação diferenciadas.
No chamado pueripério, o útero da mulher começa a retornar ao tamanho da pré-gestação, o bebê demanda da mãe para atender as suas necessidades fisiológicas e muitas vezes a mãe esquece do autocuidado.

Todos esses processos podem ser estressantes para a mãe, até mesmo a amamentação, mas ela também está vivendo a bênção da maternidade... São sensações conflitantes, muito comuns no pós-parto.

Preparei então, algumas sugestões que podem ser úteis na elaboração das práticas de mamãe e bebê.

Para que a mãe se reconecte, acessando seu bem-estar, é importante ter momentos de introspecção, consciência da respiração, movimentos de liberação das tensões dos ombros e costas, alinhamento da coluna e ativação do baixo ventre e períneo, para retornar ao seu estado natural de sustentação, reorganizando novamente os órgãos no ventre.

É bem positivo para mãe e bebê começarem as práticas em grupo após os 2 meses, ou até um pouco antes. O professor deve estar atento à faixa etária dos bebês no mesmo grupo e também na quantidade de participantes, para gerar o estímulo adequado aos bebês e o acolhimento mais eficaz para as mães. Com 2 a 4 ou 5 duplas, as dinâmicas e trocas são bem estimulantes, mas se tiver uma única dupla, também é especial.

Em aulas no Chidananda Yoga em São Paulo, cheguei a dar aulas para até 6 duplas, mas as mães tinham feito aula durante toda a gestação e já havia uma conexão especial com as mães e com os bebês... a meu ver, isso é um facilitador especial!



Sugiro grupos de 2 a 5 meses, mais ou menos e grupos de 6 a nove meses...


As mães, nesse primeiro ciclo de pós-parto, têm uma demanda maior, para sua reintegração.

É importante saber se o parto foi cesário, pois vai requerer mais cuidados na reconexão do ventre e baixo-ventre nas primeiras aulas. É fundamental estimular a respiração Ujjyai, o acesso ao eixo e os bandhas para essa reconexão.

Essas práticas também estimulam a sensação de sustentação, do físico ao sutil.
No parto vaginal, esses cuidados também se fazem importantes, mas não há a fragilidade da cirurgia.

- É fundamental o bom senso do professor nessas práticas.
- Fazer “mais” não é uma boa dica para o começo desse resgate, o acesso à interiorização através dos olhos fechados e a consciência da respiração é uma grande conquista!
- Sentir o abdômen em posturas com o ventre apoiado em uma almofada ou nas suas coxas,pode ser uma redescoberta de seu espaço, de ter o seu abdômen de volta. É comum as mães sentirem a saudade da barriga, assim, estimular essa reconexão com o seu corpo, seu ventre, é especial.



- Também posturas com os bebês que acesse a energia do abdômen, aos poucos, são estimulantes para a dupla.

- Trabalhar mulabandha e uddyana bandha com a consciência no eixo.
- Orientar práticas em que a mãe possa sentir as costas no solo para a acomodação e realinhamento da coluna, soltura dos ombros e escápulas e também posturas de acesso ao alinhamento dos pés aos quadris.
- Em posturas de pé, sentada ou deitada com levantamento pélvico, estimular esse reencaixe dos quadris, sempre acessando os bandhas. Isso é bastante importante, pois independente do tipo de parto, os quadris registram a informação de expansão, abertura e muitas vezes a mulher não se dá conta.



- Dar esse comando de reencaixe, realinhamento dos quadris com os bandhas é importante para evitar até mesmo processos de incontinência urinária.
- Estabeleça sequencias de técnicas respiratórias e posturas curtas, para que a mãe possa se perceber antes de voltar sua atenção ao bebê. A qualidade dessa integração é bem especial, quando a mãe se percebeu e já eliminou alguns excessos.
- Busque gerar inicialmente posturas simples que trabalhem os movimentos da coluna ( ver texto no blog)
- Trabalhe posturas que liberem os ombros, lembre-se de que a mãe leva o bebê no colo para várias funções e muitas vezes só se dá conta desse novo sobrepeso através das dores nas costas.
- Trabalhe técnicas respiratórias de acesso ao ventre, ativando a energia do CORE. Kappalabhati e BhastriKa são bem-vindas para limpar a mente e liberar emoções.
- técnicas respiratórias tranquilizadoras são sempre bem-vindas, especialmente antes do relaxamento.
- Relaxamento conduzido com a visualização de partes do corpo para a liberação pode ser bem eficaz.

Para os bebês, coloca-los próximos uns dos outros, facilita a dinâmica de estímulos externos, além dos sons. A percepção do outro, especialmente após os 2 meses, 3, é bastante especial.
É importante observar os bebê, após o 4º mês, que muitas vezes querem tocar o outro bebê, mas não têm noção de força e local. O olho do “amiguinho” é bem chamativo.

Já falamos em outros textos do blog sobre estímulos sonoros, toque nos pés e também estímulo visual, hoje pontuo essa interação que é bastante estimulante para os pequenos.

Na sua condução das aulas mamãe e bebê lembre-se de estimular a tranquilidade e bem-estar da mãe para que ela transmita essa sensação ao bebê, que é bastante perceptivo da energia da mãe.
Lembre-se também de estimular a mãe a se perceber e continuar em casa, especialmente práticas respiratórias com os olhos fechados.

Gosto de citar o exemplo do avião: “primeiro coloque a máscara em você para depois colocar na criança ou pessoa de sua dependência”.

O autocuidado da mãe é fundamental para que possa dar a atenção adequada e curtir o seu bebê, liberando os excessos que fazem parte do pós-parto.
Essa aula tem uma vibração de muito amor e entrega...

Cristiani W. Bez Matsuoka
(48) 99167-6361
@cristianiw.bez
Professora de Yoga para gestantes em Florianópolis – SC
Yogashala Brasil – Centro – https://www.yogashala.com.br/
Yogaluz – Santa Mônica - http://www.yogaluz.com.br/



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Adaptações nas aulas para gestantes: um olhar especial



O olhar especial do instrutor é muito importante nas aulas de yoga para gestantes. Gerar adaptações seguras de acordo com o período gestacional é fundamental.

Ainda que a gestante seja praticante de yoga, deve-se considerar o espaço ventral e as alterações de hormônio.
Assim, perceber a energia da postura e buscar um apoio para que a gestante sinta com segurança o que o professor quer transmitir através da postura psicofísica escolhida, deve ser o propósito, para que sinta os benefícios da prática.

Lembre-se, por exemplo, de que posturas que trazem aterramento, trazem também sensação de sustentação, de firmeza, que pode ser percebida em pontos do corpo da gestante e também como sensação na mente e emoções. Trabalhar a consciência do períneo para essa percepção é fundamental.

Conquistar, mesmo que com apoio, uma postura aérea em um dia mais agitado pode ser uma percepção bastante especial para a gestante!

Adaptar as posturas, não significa “fazer menos” e sim, sentir melhor os benefícios, com mais segurança.

É sempre importante o professor de Yoga para gestantes se lembre de que está orientando e também cuidando de dois seres em constante transformação... às vezes a mãe demora um pouco para “aceitar” ou "perceber de forma consciente as oscilações naturais, as acomodações e acolhimentos que a gestação sugere, mas o professor deve ter esse olhar atento.

Para as práticas de yoga para gestantes, lembre-se sempre de trazer o foco ao eixo interno e técnicas respiratórias e de visualização que sugiram o retorno a esse eixo. (busque no blog esses textos sobre eixo interno e técnicas respiratórias)

Proponha-se a oferecer posturas que trabalhem a consciência sobre os movimentos da coluna que constitui um eixo bastante importante a ser observado (Texto sobre os movimentos da coluna)

Faça as adaptações necessárias para as gestantes. Talvez você precise dar sequências sentadas naquele dia, mas se a disposição das praticantes for boa, sugira posturas de equilíbrio e aterramento também de pé para ativar a sustentação, como variantes adaptadas de Virabhadrasana, Vrkshasana, Utthita e Parivrta Trikonasana.
Vão ajudar em várias ativações e alongamentos.

 Nesta imagem as gestantes passaram do Virabhadrasana I para uma torção com expansão do centro do peito. Bastante consciência na percepção expansão e aterramento. A ativação do períneo também é importante, seja associada à respiração ou como sensação de sustentação.

 Este é um exemplo de adaptação de Trikonasana. Com o apoio da cadeira, podem sentir os benefícios da postura fazendo a variante de alinhamento ou torção. A percepção do aterramento e sustentação são melhor ativados quando sentem o apoio.


 Nesta variante de Trikonasana com apoio na parede, as gestantes podem fazer várias percepções, desde expansão do centro do peito e liberação dos ombros, até o aterramento no períneo e planta dos pés. Pode ser feita em movimento com a variante de torção. (Você encontra o vídeo no blog)


Nesta imagem, uma variação de Parivrtta Trikonasana em movimento, para soltar a parte superior do corpo, sem perder de vista o aterramento.



Lembre-se também das posturas clássicas como Catuspadasana e as variantes de ativação das pernas e pés que pode adaptar.




Para a prática do Suryanamaskara, lembre-se de que não é adequada no primeiro trimestre e após o 6º mês, mesmo que a gestante seja praticante, por conta das alterações hormonais. Entre o 6º mês e o início do último trimestre é mais uma questão de adaptação ao sobre peso e no último trimestre, especialmente após a 30ª semana, temos novamente as oscilações hormonais que podem interferir na pressão arterial para o alto e para baixo.

- Lembre-se de que cada mulher tem uma história única e a gestação é sempre uma dupla!

- Lembre-se de que você sugere a prática segura, pois está cuidando e não praticando.

- Lembre-se de evitar o hiperaquecimento ventral a partir de técnicas respiratórias e sugestão de posturas.


Assim, sugira adaptação para o Caturanga dandasana, com a colocação dos joelhos no solo. Sugira também, adaptações com a cabeça ( que não deve descer) e flexão de joelhos nas posições semi-invertidas, pois não são recomendadas especialmente por conta das alterações hormonais.

Pessoalmente eu prefiro indicar a adaptação do suryanamaskara de parede (não há contra-indicações), ou o clássico com mais respirações conscientes em cada passagem e com adaptações em Ashwa sanchalasanana (afastamento da perna da frente e joelho oposto no solo), evitar passagem pela posição ashtangasana, bhujangasana (com joelhos no solo) e parvatasana (com joelhos no solo ou com a cabeça erguida e olhar fixo a frente), mas o professor precisa avaliar uma série de fatores, na condução da prática, dentre eles, a expectativa e histórico da gestante.

Conduza a percepções de interiorização, pois muitas alterações estão acontecendo dentro da mulher e no desenvolvimento do seu bebê... A mulher se transformar em mãe, já é um grande desafio...
Quanto mais acessar seu estado natural de tranquilidade, segurança e bem-estar, melhor acomoda todas as sensações...

O relaxamento conduzido é fundamental! Sugira percepções pelo corpo e propósitos de tranquilidade e segurança...
Lembre-se de que o bebê se desenvolve no Manipura chakra e faz parte da “jóia” que a mãe está cultivando como propósito!

Lembre-se de sua responsabilidade em cuidar, em perceber com um olhar especial os aspectos sutis da gestação...

Cristiani W. Bez Matsuoka
(48) 99167-6361
@cristianiw.bez
Professora de Yoga para gestantes em Florianópolis – SC
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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Yoga casais grávidos – posturas de apoio



Já falamos da importância desta parceria na gestação e do valor do pai saber como apoiar em várias situações que incluem a reta final, parto e pós-parto.

Hoje vamos mostrar variantes de posturas que ajudam na prática do casal, na dinâmica de apoio, desde o início da gestação.
Do físico ao sutil, as posturas têm de ser construídas com equilíbrio entre a dupla, fazendo com que ambos exercitem o potencial psicofísico dessas posturas.



Essa preparatória é especial, com a conexão do olhar.

A pressão das mãos é fundamental para o posicionamento dos ombros e para conduzir a energia das escápulas às mãos, distensionando a região superior do corpo. 

Lembre-se de que o casal deve construir junto essa consciência, dosando a força com que pressiona as mãos.
O posicionamento das pernas também é importante para o equilíbrio e ativação adequada dos quadris aos pés, gerando aterramento, ancoragem.

A partir desta posição base, pode-se fazer variantes do Guerreiro - Virabhadrasana  e também do Triângulo - Trikonasana


Essa é a construção do Utthita trikonasana com uma expansão lateral e de espaços internos, que pode ser mais estimulada com as respirações aprofundadas e ativação dos braços e mãos. Sempre com a consciência no equilíbrio do casal.
 A torção (parivrtta) também pode ser feita, elevando os braços que estão para baixo e descendo, os que estão para o alto. O fundamental para acessar o benefício da posição, é o equilíbrio, especialmente no movimento conjunto.

Na condução de INSPIRAR E EXPANDIR E EXALAR E ATERRAR gosto de sugerir essa expansão de espaços internos para o novo e liberação de desconfortos, que vão do físico ao sutil.

Pode-se liberar a tensão dos ombros e feições do rosto, mas também pode-se pensar em liberar o medo ou agitações mentais desse momento da gestação do casal...


 Essa é uma variante que pode também ser feita na parede, para alongar todo o tronco, braços e pernas. Lembre-se da consciência na ativação da coluna! 
Até o alongamento do ciático pode ser feito com essa variante.

Na gestante, a soltura dos excessos de peso também podem ser trabalhados com respirações ventrais.

O casal pode fazer um profundo alongamento, ativando ora mais uma lateral, ora mais a outra, em comum acordo para o equilíbrio da dupla.

A condução das posturas acessando a parceria na construção do equilíbrio e nos pontos de apoio do corpo são especiais para que essas sensações de equilíbrio, apoio e bem-estar sejam sentidas pelos dois.

O trabalho da conscientização e ativação do períneo também pode ser feita com a respiração, nessas posturas:
Inspirar e expandir, exalar até ativar o períneo e sentir a planta dos pés.

Além das dinâmicas de massageamentos que já explicamos em posts anteriores, a construção das posturas em dupla é um ótimo exercício, que pode ser um estímulo diário à cumplicidade e ao bem-estar do casal, nesse momento tão especial!

Muitas vezes os meninos não percebem o acúmulo de tensões que carregam, especialmente relacionados às emoções da vinda do bebê e alguns excessos de trabalho, por exemplo. Essas dinâmicas são muito eficazes para a conscientização e liberação dessas tensões.

Yoga casais grávidos: pratique consciência com integração!
Namastê!

Cristiani W. Bez Matsuoka
(48) 99167-6361
@cristianiw.bez
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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Equilíbrio entre ação consciente e recolhimento – na gestação e pós-parto




Na gestação esse equilíbrio entre a ação consciente/ prática de posturas e recolhimento/observação das nossas sensações/auto percepção, se faz essencial.
A prática das posturas e técnicas respiratórias do yoga nos ajudam a sentir, ativar e liberar sensações e até mesmo desconfortos, trazendo bem-estar.

A autopercepção nos permite observar com tranquilidade como devemos agir e também nos recolher.

Especialmente na reta final, o bebê comunica várias informações e nos transmite momentos de encaixe para ele e expansão e, muitas vezes, sensações dolorosas para nós. É um conjunto de percepções que vivemos em parceria e precisamos sentir também em parceria...

Se você observar, seu bebê já disse a que veio, já mostrou bastante da sua personalidade e também precisamos respeitá-lo para que a harmonia se estabeleça...

Se ele é muito agitado, fale com ele com tranquilidade, faça respirações profundas e transmita a sua tranquilidade a ele.

Se às vezes coloca o pezinho na sua costela ou empurra a mão na sua bexiga, faça carinho e peça gentilmente para tirá-lo, veja que vocês dialogam desde sempre e essa conexão vai para a vida, só tem de ser adequada às fases...

Se você é muita agitada, perceba a sua natureza e faça o mesmo, tente educar-se para vida... prepare-se para o exercício da paciência e veja quantos benefícios você pode colher com esse aprendizado!

Se seu bebê é mais tranquilo, uma forma de respeitá-lo também é recolher-se um pouco mais... em equilíbrio para os dois...

Busque essa conexão, vai ser um presente para todos!


Nas práticas de mamãe e bebê as mães observam muito sobre a natureza de seus filhos, como o seu estado natural de tranquilidade aquieta seu bebê e como seu movimento, muitas vezes constante para fora, o agita... As expectativas agitam... a respiração profunda e os olhos suavemente fechados, aquietam...

No pós-parto a correria muitas vezes nos domina, a constante vigia, o novo... o auto-resgate se faz então, necessário para o bem-estar de todos.



Busque fechar os olhos e ouvir a sua respiração por alguns intantes...
Tudo é um exercício diário, que pode começar na gestação... Um grande aprendizado de convívio e bem-estar para toda a família!
Conecte-se com você mesma, com o seu bebê, busque o seu equilíbrio natural, para agir com tranquilidade e relaxar quando preciso!

Namastê!

Cristiani W. Bez Matsuoka
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Conduzir a prática de yoga para gestantes: pressão arterial




Em todas as fase da gestação, a mulher deve ser observada e cuidada com atenção especial. O instrutor deve se lembrar sempre de que os hormônios da gestação alteram muitas sensações e aspectos psico-físicos na gestante.

Vamos trazer atenção especial às alterações da pressão arterial.

Desde o início da gestação, as oscilações da pressão arterial tendem a ser percebidas como diminuição. A gestante pode ter tonturas que podem evoluir para torpor ou até mesmo pequenos desmaios.

A melhor condução para evitar a evolução da queda da pressão arterial é conduzir a respiração profunda, que faça com que a gestante circule a energia, oxigenando o cérebro com consciência.

Caso perceba oscilação durante a prática, toque com uma das mãos a testa da gestante como apoio e com a outra o topo da cabeça, sugerindo que ela inspire até sentir a sutil pressão no topo da cabeça e exale, até perceber o baixo ventre.

É essencial que ela perceba o toque com uma sutil pressão no topo da cabeça, na inspiração.

A gestante que mantém essa oscilação deve conquistar posturas aéreas sempre próximo à parede ou com outros apoios.

Não deve praticar semi-invertidas para essa oxigenação do cérebro, somente com o apoio da parede ou da cadeira, que já pode auxiliar em várias outros benefícios.


Perceba toda a relação de alinhamento e sustentação que podem ser trabalhados nessa postura com movimentos;

Observe que desde o alinhamento até a liberação ventral, do ciático e quadris de um modo geral e ativação das pernas e pés podem ser trabalhados nessa variante de Ardha Uttanasana com apoio na cadeira.


A pressão arterial também pode subir, especialmente no último trimestre, devido à pré-disposição hormonal. Isso é bastante sério e o professor deve estar atento a essas reações.

Perceba se sua aluna tem ruborização constante da face durante a prática, se os batimentos cardíacos estão constantemente alterados e se ela apresenta dores de cabeça, especialmente no dia da prática.
Conduza práticas respiratórias na parede, de pé ou sentada e sugira que ela coloque para o médico essas observações. Deixe-a tranquila e certifique-se de que essas sensações não estão presentes durante a aula. Podemos minimizar essas sensações, mas com cautela e consciência do que estamos indicando.

A prática de yoga para gestantes deve sempre ser segura e com bom senso. Quanto mais pudermos conhecer para nos preparar para lidar com todas as gestantes que possam nos procurar, mais respaldo dos cuidadores como os obstetras, teremos e mais gestantes nos procurarão com confiança!

Namastê!

Cristiani W. Bez Matsuoka
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