domingo, 23 de agosto de 2026
Entre o esforço e a benção
O que aprendi ouvindo Vedanta essa semana
Essa semana revisitei uma aula do meu grupo de estudos ligado à Escola Vishva Vidya, com o Professor Jonas Masetti e cada vez volto a ouvir esses ensinamentos, mais camadas se abrem. Dessa vez o que ficou vivo em mim foi um convite simples de enunciar e difícil de sustentar: mergulhar nos ensinamentos sem querer ensinar.
Eu dou aulas de yoga, faço trabalho voluntário, estou sempre no lugar de quem cuida e de quem passa adiante pra outras pessoas. E percebi que precisava sair um pouco desse personagem de professora pra simplesmente ficar com as minhas próprias questões, sem pressa de transformar tudo em ferramenta pra alguém. Olhar pra dentro, fortalecer a mente com escolhas, sem deixar que os sentidos me chamem o tempo todo. Fazer japa, fazer puja, não como distração da mente, mas como direção pra ela.
A parte mais difícil foi outra: ouvir a mensagem de Isvara em tudo e em todos, inclusive nas situações difíceis. Eu entendo o conceito. Só que entender e viver são coisas bem diferentes. Na hora que a dificuldade chega, meu primeiro movimento ainda é de controle, de tentar segurar as pontas sozinha, e só depois, com esforço, consigo soltar e escutar o que aquilo está me ensinando.
Isso conecta direto com algo que já vivi várias vezes: momentos difíceis com intensidades bem diferentes. Às vezes reajo com uma serenidade que depois desmorona em desespero, até se acalmar de novo. Às vezes é uma questão duradoura, e eu rezo muito pra ter força de agir com adequação mesmo em meio a emoções contraditórias. E às vezes sou reativa, e depois preciso rever a atitude, o que também não é fácil. O que percebo é que estou tentando lidar melhor com essas intensidades, diminuir um pouco esse botão automático que existe em mim.
E é aí que entendi melhor uma coisa que antes me parecia meio contraditória: se o corpo é impermanente, por que fazer ritual, tapas, tratamento, ao invés de simplesmente aceitar? A resposta que encontrei é que aceitação em Vedanta não é resignação passiva. Cuidar do equilíbrio do corpo, entender a doença como um desequilíbrio a trabalhar, isso é trabalho sobre si. É fortalecer as ferramentas que tenho pra aprender com o que a mãe divina oferece como experiência. O ritual em si já é um caminho de fortalecer a fé, de liberar aprisionamentos que talvez eu nem entenda direito, e de confiar nessa força de Isvara, seja na forma de Ganesha, seja na mãe divina.
Isso também respondeu uma dúvida mais funda: se o karma já se materializou como doença, será que ritual e tapas, que são práticas da mente e do espírito, ainda podem fazer alguma diferença no que já está manifestado no corpo? Não seria tarde demais? Cheguei à conclusão de que não. Corpo e mente são objetos, posso observar e agir sobre eles. Mas nenhum esforço meu é válido sozinho, sem as bênçãos. Preciso do esforço adequado pra apaziguar certas tendências e certos karmas, sabendo que a cura não depende só dessa ação minha, depende da combinação das bênçãos. Por vezes o que eu conquisto não é a cura em si, é a aceitação da mente diante de determinadas questões, e sigo fazendo meu esforço possível dali pra frente.
Fico com essa imagem: o esforço é meu, a benção não é. E é bom assim, porque tira de mim o peso de resolver tudo sozinha e me deixa livre pra fazer só a minha parte, com atenção e com fé.
Gratidão ao Professor Jonas Masetti por esse convite de olhar pra dentro sempre que a vida trouxer alguma dificuldade.
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
As posturas com apoio - melhoram a prática e a condução
As posturas com apoio auxiliam a melhorar a condução do propósito do instrutor para uma série de variações. Na gestação, como o corpo da mulher está modificando constantemente, poder estimular a observação dos pontos de sustentação e liberação com uma maior adequação, a partir dos apoios, é importante.
Usar a parede ou a cadeira, não facilitam a construção da postura, mas ajudam a melhorar apercepção sobre aspectos específicos a serem trabalhados.
Esta torção suave com o apoio da parede pode beneficiar muito a praticante. Desde o alongamento do ciático, até a ativação dos órgãos internos podem ser estimulados nesta adaptação. Muito espaço interno pode ser acessado!
No último trimestre gestacional, o uso da bola como apoio é muito especial! A construção do Virabhadrasana II é bastante favorecida, com uma percepção maior do assoalho pélvico e alinhamento da coluna.
Busque usar esses apoios e sinta quantos como vai perceber a construção de cada postura. Deixei aqui, algumas sugestões... Você pode criar uma série, a partir delas... Sinta que muitas adaptações favorecem aspectos importantes de ativação e liberação, a serem percebidos pelas gestantes. O ajuste também é facilitado com essas bases de apoio.
Se você é gestante, pratique com consciência, sob orientação de um instrutor que a oriente de acordo com o seu momento e as suas necessidades!
Namastê!
Profª Cristiani W. Matsuoka
Qualquer dúvida, estou à disposição!
(48) 99167 - 6361
@cristianiw.bez
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
Dor do ligamento redondo do útero
Por duas vezes me chegou essa questão, este ano, vinda de instrutores de yoga, para conduzir as aulas, dado que é recomendada a prática de Yoga para prevenir e minimizar esse processo doloroso, que é comum nas gestantes, especialmente primigestas, com o desenvolvimento da gestação.
A dor do ligamento redondo do útero é uma sensação de desconforto que pode ser confundida com
cólicas e empuxos na lateral do ventre, especialmente no 2º trimestre, quando
há um maior aumento do útero e exigência de seus ligamentos.
É sempre importante conhecer o histórico da gestante e seu biotipo.
Quando estudamos Yoga, temos uma noção do ayurvédica e conhecemos os Doshas, os biotipos comportamentais de cada indivíduo, que favorece, dentre outras recomendações, a escolha das posturas e até mesmo pranayamas a serem praticados.
O tipo Vata tem a pré disposição a essas sensações, por ter menos massa muscular e camada protetora de gordura, também pode ter mais dificuldades em trazer para o corpo físico várias informações sobre as transformações da gestação.
O tipo Pitta, pode registrar esse desconforto pela pré-disposição ao "fazer em excesso", o que pode fragilizar sua entrega aos momentos de relaxamento e acomodação do desenvolvimento da gestação.
O tipo Kapha costuma acomodar e adaptar com mais facilidade essas sensações.
Para compreender melhor, inclusive a combinação dos biotipos, é sempre bom ter a opinião de um especialista em Ayurveda, mas aqui, deixar essa reflexão para os instrutores olharem com mais cuidado para a individualidade de cada gestante, é o propósito.
Em via de regra é importante fazer respirações ventrais e de liberação de excessos.
Observar o momento em que esse desconforto aparece, se existe uma lateralização da dor, também pode dar indicações de escolha de posturas.
Movimentos suaves associados à respiração são sempre bem vindos, com o propósito de aprofundar a respiração, diminuindo assim, o ritmo do movimento.
Criar o hábito de fazer os movimentos para a coluna saudável, de pé ou sentada (dependendo do ponto e intensidade da dor) é um caminho para práticas simples e eficazes nesses quadros de desconforto que podem durar todo um ciclo de acomodação de órgãos.
- MOVIMENTOS BÁSICOS DA COLUNA (texto e vídeo de exemplo no blog - vou postar algumas imagens neste texto)
São 8 movimentos básicos para uma coluna
saudável. Eles acontecem em várias ações espontâneas de nosso corpo para que
nos sintamos soltos e relaxados. São eles:
1.
movimento
de alongamento para o alto e para cima com o alongamento dos braços
2.
movimento
da coluna para trás
3.
alongamento
para frente
4.
soltura
do corpo para baixo com o arredondamento da coluna
5. movimento
para o lado direito (aumento do espaçamento entre as vértebras e costelas)
6.
movimento
para o lado esquerdo
7.
torção
ou rotação da coluna para o lado direito
8. torção e rotação da coluna para o lado esquerdo
É importante estimular a prática diária, com a atenção do instrutor, até que a gestante encontre os movimentos mais adequados ao seu conforto e possa fazê-los em vários momentos dia.
A prática regular do Yoga para gestantes ajuda a prevenir e
minimizar essas sensações, mas a atenção individualizada é fundamental!
Namastê!
Cristiani W. Bez Matsuoka
Se tiver alguma dúvida, entre em contato!
(48) 991 67-6361
As posturas das imagens abaixo são alguns exemplos com determinadas ênfases. O Instrutor deve saber como construir a dinâmica, de acordo com a anamnese da gestante, se está com a referida dor ou com o propósito da aula.
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
Workshop de Yoga para gestantes e pós-parto direcionado a instrutores e profissionais de saúde
Esse projeto é muito especial! Levar o Yoga como ferramenta para auxiliar as mães nesse período tão especial do maternar é um presente!
Neste momento especial em que o mundo está vivendo, sigo acolhendo gestantes e mães no pós-parto com os seus bebês, com a mesma dedicação e empenho, em conduções e direcionamentos online, apoiando mulheres de muitas localidades.
Gestação e pós-parto são períodos que exigem bastante atenção... especialmente na condução da respiração e liberação de excessos nas posturas...
Oferecer esse workshop online, na sua 3ª edição, transmitir todo o propósito será certamente um desafio e uma conquista para todos!
Desenvolvi então, para o workshop, 2 apostilas com imagens e textos explicativos (uma delas, exclusiva para instrutores) e produzi vídeos curtos para compartilhar com aqueles, que como eu, querem ajudar as mulheres nesse momento tão especial, da melhor forma!
Como as aulas são ao vivo e também gravadas, muitas questões podem ser abordadas e dúvidas podem ser esclarecidas após revisitar o material.
Fico muito feliz em dividir essa experiência tão enriquecedora para mim e para tantas mulheres que compartilham comigo suas sensações, conquistas e fragilidades.
Nesta 3ª edição, o propósito é:
1. Desenvolver um olhar especial para esse período tão singular da mulher, com técnicas específicas e adaptações.
2. Direcionar as práticas de acordo com os períodos gestacionais, com ajustes e adequações também à distância.
3. Compreender a anatomia da gestação, transmitindo segurança ao ensinar como lidar com "o novo corpo".
4. Apresentar possibilidades para a mulher acessar no seu momento gestacional, espaços internos, do físico ao sutil;
- Relaxamento dirigido para acesso à tranquilidade, segurança e fluidez.
5. Conscientizar e possibilitar o acesso ao estado natural de tranquilidade, lembrando que o estímulo a esse acesso deve acontecer antes do parto.
6. Orientar as gestantes a como lidar com os desconfortos do último trimestre e sensações de reta final, incluindo as contrações.
7. Construir a consciência de liberação nas práticas de " soltar tudo".
8. Gerar as adequações para aulas ou atendimento online. ⠀⠀⠀⠀⠀
9. A mulher no pós-parto. Dicas para acomodar o corpo nas aulas regulares ou atendimento personalizado.
10. Dicas para conduzir dinâmicas de Yoga mamãe e bebê.
Para profissionais da saúde que trabalham com gestantes, é uma maravilhosa oportunidade de agregar conhecimento, mas não habilita esse profissional a dar aulas de Yoga.
Fica aqui, alguns registros das nossas edições anteriores!
Namastê!
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
Gestação pélvica na reta final
Quando o bebê está sentado, confortavelmente na reta final, a mãe pode criar uma ansiedade. Então, o fantasma da "gestação pélvica na reta final" assombra...
Em via de regra, o bebê se mexe e pode desvirar, comumente até 36ª semana, mas também pode virar próximo ao parto, ou há casos de partos bem sucedidos, em que o bebê nasce sentado... É importante saber como a equipe médica e profissionais que acompanham a gestante, lidam com essa situação.
No Yoga para gestantes, algumas posturas e técnicas respiratórias são recomendadas para lidar com a gestação pélvica.
Primeiramente, trabalhar a respiração fluida da mãe para que ela restabeleça seu estado natural de tranquilidade.
Não há controle na gestação, há formas de conduzir a respiração e lidar com situações. Restabelecer a tranquilidade e segurança é uma boa escolha! A respiração com visualizações, associada ao conhecimento adequado sobre o que está passando, é um bom caminho...
Vou colocar aqui, algumas técnicas que podem ser praticadas por gestantes com um olhar atento de um professor de Yoga ou Doula:
Fazer posturas de semi inversão e liberação seguras, para que não haja risco de alteração brusca de pressão arterial, com a contração do assoalho pélvico e esfincteres, especialmente ao final da exalação:
Nesta posição, a gestante consegue gerar a "inversão" sem riscos. Lembrando que no final da gestação é muito comum alterações da pressão arterial. A gestante durante essa prática com a técnica da contração pode sentir algumas sensações diferenciadas, especialmente porque pode estimular o movimento do bebê.
Dependendo da gestante, a elevação pode ser maior, também pode ter apoio nas costas para maior soltura do pescoço...
Essa postura também pode ser feita por gestantes de um modo geral, sem retenção dos esfincteres, somente com o encaixe pélvico. É sempre importante avaliar caso a caso.
Nesta soltura com o apoio da cadeira, se pode fazer com o mesmo propósito, ativando a contração perínea e dos esfincteres ao final da exalação.
Na primeira imagem, a gestante além de fazer uma excelente tração na coluna, pode gerar as respirações com contrações, sentindo a firmeza do "aterramento" até os pés. É extremamente benéfica para a sensação de segurança e bem-estar da gestante.
Na continuação, ou segunda imagem, a gestante exercita o "soltar tudo", liberando tensões dos ombros, pescoço, face e pode fazer algumas respirações com as contrações, desde que NÃO SINTA TONTURA.
Nessa posição todo o corpo se solta e vários alongamentos e liberações significativas podem ser gerados com consciência.
Essa posição com intensão de gerar as contrações também pode ser feita com a gestante sentada na cadeira.
Lembrando que para que uma gestante regular pratique essas posturas "gostosas" é importante não gerar contrações. A respiração da gestante também deve ser fluida.
GESTANTES NÃO DEVEM RETER A RESPIRAÇÃO, SÓ AMPLIÁ-LA!
É sempre importante, em todas as situações de transformação da gestação, lembrar de que a mulher não está fazendo a trajetória gestacional sozinha, que cada gestação tem sua história. É um exercício de percepção importante a ser trabalhado...
A gestante, no entanto, sempre tem ações conscientes que pode escolher, mas não controla o DESENVOLVIMENTO NATURAL da gestação.
Para essas escolhas consciente, o Yoga tem muitas ferramentas!
Se quiser alguma dica para esse trabalho direcionado, procure um professor de yoga especializado em gestantes.
Yoga para gestantes: Um caminho de consciência para gestar de forma saudável em todas as percepções!
Namastê!
Profª Cristiani W. Bez Matsuoka
@cristianiw.bez
(48) 99167-6361
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
Quando a ansiedade trava a respiração
quarta-feira, 29 de julho de 2020
O tempo da gestação, do trabalho de parto, da partolândia
O TEMPO DA GESTAÇÃO... O TEMPO DO TRABALHO DE PARTO... O TEMPO DA PARTOLÂNDIA...
Muitas gestantes, não só nesse período de isolamento social, mas durante suas gestações, me colocam várias impressões sobre suas sensações em relação ao tempo de gestar.
Muitas falam que o tempo passa muito rápido, não conseguem organizar as coisas como gostariam, como o "programado". Querem deixar "tudo certo" para a vinda do bebê...
Outras, especialmente na reta final, ficam cheias de expectativas para ver o rostinho do bebê...
Algumas ainda, colocam, desde o primeiro trimestre, suas expectativas e anseios em relação ao parto... como vai transcorrer.
Essas e outras impressões são muito bem vindas para exercitar a MENTE e suas expectativas através das ferramentas do yoga.
"Desarmar" a mente desses controles sobre o desenvolvimento natural da gestação, é o meu maior desafio como professora de Yoga para gestantes!
Quando exercitamos o "soltar tudo" desde o início das práticas, vamos em um crescente de liberações...
Algumas sentem a soltura dos ombros, que sempre "seguraram", mas fica mais evidente na gestação...
Outras, conseguem se relacionar melhor com os quadris, especialmente com o nervo ciático...
Algumas ainda vão observar a necessidade de se relacionar melhor com a coluna, soltando as tensões e sustentando o eixo...
Quando chega na reta final, esse conceito de "soltar tudo" fica mais claro, mas precisa ficar mais presente, a partir da mente...
Os exercícios de respiração para trabalhar essa soltura, associado à pratica de posturas já adequadas ao momento gestacional são importantes para acomodar as contrações e perceber que essas sensações fazem parte da liberação do corpo para o parto. Não é uma dor aleatória e deve ser observada e sentida não como "reação dolorosa" e sim como uma forma do corpo se preparar para o parto.
Sim, é dor... mas se não dermos a gradação devida, desenvolver a percepção adequada, a sensação dolorosa será bem maior!
É uma conquista muito especial criar essa percepção na mente e expandi-la para o corpo.
As práticas de Yoga Nidra, relaxamento consciente, direcionado para essa liberação também gera um efeito muito positivo e eficaz na mente, tranquilizando a gestante, trazendo mais centramento e liberação de excessos, especialmente o medo...
Essa prática direcionada às gestantes são ferramentas para a vida, especialmente com a chegada do novo membro da família, que é muito esperado, mas traz com sua chegada, demandas bastante intensas para a mulher e a família...
Aprender a perceber a mente no tempo real, suas sensações e expectativas associadas ao corpo, vai favorecer muito o pós-parto, em todos os sentidos.
Vamos falar de partolândia... Uma etapa do trabalho de parto em que as mulheres ficam como sob um efeito anestésico e esquecem fases do processo... perdem a relação com o tempo cronológico.
Uma bênção, não é?!
Todas as parturientes que chegam à dilatação ideal para o parto, passam de alguma forma pela partolândia, mas muitas não percebem esse "fenômeno". A primeira questão é que esse espaço/tempo mental não é cronológico, depois, como essa sensação começa com a presença do hormônio Ocitocina, acontece na mente e é transmitida ao corpo (o colo do útero fica completamente dilatado). Algumas mães relaxam profundamente nesse momento...
Se as parturientes que têm essa descarga de ocitocina e chegam à expulsória passam por esse período, por que todas não sentem?
Depois de acompanhar e auxiliar mais de 150 gestantes, percebo que quando geramos esse trabalho completo de "desarmar" a mente e soltar o corpo adequadamente dentro da fisiologia da gestação, tudo flui com mais tranquilidade. Exercitar o autocuidado com amorosidade e leveza, sem que a mãe se coloque inúmeros desafios e cobranças, buscado ter a "melhor" performance física, programando tudo e até "definindo" como vai ser seu parto, cria uma outra disposição na mente da nova mãe e mulher...
É um maravilhoso exercício de entrega... a si mesma... ao momento especial que está vivendo...
Hoje estou dando aulas online para gestantes e pós-parto e uma das mães, na 3ª gestação, após 2 partos normais, naturais, me contou, desde a 28ª semana, que gostaria de ter um parto mais consciente... mais tranquilo... com menos receios...
Estamos exercitando muitas percepções... reconstruindo muitos conceitos... especialmente a relação com as dores da contração e com a pressa... o tempo...
Yoga para gestantes: uma relação com o tempo real, o tempo sagrado! Viva cada momento, sem pressa, com sabedoria, amorosidade e leveza...
Namastê!
Profª Cristiani Matsuoka
@cristianiw.bez

















