terça-feira, 27 de agosto de 2019

Equilíbrio entre ação consciente e recolhimento – na gestação e pós-parto




Na gestação esse equilíbrio entre a ação consciente/ prática de posturas e recolhimento/observação das nossas sensações/auto percepção, se faz essencial.
A prática das posturas e técnicas respiratórias do yoga nos ajudam a sentir, ativar e liberar sensações e até mesmo desconfortos, trazendo bem-estar.

A autopercepção nos permite observar com tranquilidade como devemos agir e também nos recolher.

Especialmente na reta final, o bebê comunica várias informações e nos transmite momentos de encaixe para ele e expansão e, muitas vezes, sensações dolorosas para nós. É um conjunto de percepções que vivemos em parceria e precisamos sentir também em parceria...

Se você observar, seu bebê já disse a que veio, já mostrou bastante da sua personalidade e também precisamos respeitá-lo para que a harmonia se estabeleça...

Se ele é muito agitado, fale com ele com tranquilidade, faça respirações profundas e transmita a sua tranquilidade a ele.

Se às vezes coloca o pezinho na sua costela ou empurra a mão na sua bexiga, faça carinho e peça gentilmente para tirá-lo, veja que vocês dialogam desde sempre e essa conexão vai para a vida, só tem de ser adequada às fases...

Se você é muita agitada, perceba a sua natureza e faça o mesmo, tente educar-se para vida... prepare-se para o exercício da paciência e veja quantos benefícios você pode colher com esse aprendizado!

Se seu bebê é mais tranquilo, uma forma de respeitá-lo também é recolher-se um pouco mais... em equilíbrio para os dois...

Busque essa conexão, vai ser um presente para todos!


Nas práticas de mamãe e bebê as mães observam muito sobre a natureza de seus filhos, como o seu estado natural de tranquilidade aquieta seu bebê e como seu movimento, muitas vezes constante para fora, o agita... As expectativas agitam... a respiração profunda e os olhos suavemente fechados, aquietam...

No pós-parto a correria muitas vezes nos domina, a constante vigia, o novo... o auto-resgate se faz então, necessário para o bem-estar de todos.



Busque fechar os olhos e ouvir a sua respiração por alguns intantes...
Tudo é um exercício diário, que pode começar na gestação... Um grande aprendizado de convívio e bem-estar para toda a família!
Conecte-se com você mesma, com o seu bebê, busque o seu equilíbrio natural, para agir com tranquilidade e relaxar quando preciso!

Namastê!

Cristiani W. Bez Matsuoka
(48) 99167-6361
@cristianiw.bez
Professora de Yoga para gestantes em Florianópolis – SC
Yogashala Brasil – Centro – https://www.yogashala.com.br/
Yogaluz – Santa Mônica - http://www.yogaluz.com.br/

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Conduzir a prática de yoga para gestantes: pressão arterial




Em todas as fase da gestação, a mulher deve ser observada e cuidada com atenção especial. O instrutor deve se lembrar sempre de que os hormônios da gestação alteram muitas sensações e aspectos psico-físicos na gestante.

Vamos trazer atenção especial às alterações da pressão arterial.

Desde o início da gestação, as oscilações da pressão arterial tendem a ser percebidas como diminuição. A gestante pode ter tonturas que podem evoluir para torpor ou até mesmo pequenos desmaios.

A melhor condução para evitar a evolução da queda da pressão arterial é conduzir a respiração profunda, que faça com que a gestante circule a energia, oxigenando o cérebro com consciência.

Caso perceba oscilação durante a prática, toque com uma das mãos a testa da gestante como apoio e com a outra o topo da cabeça, sugerindo que ela inspire até sentir a sutil pressão no topo da cabeça e exale, até perceber o baixo ventre.

É essencial que ela perceba o toque com uma sutil pressão no topo da cabeça, na inspiração.

A gestante que mantém essa oscilação deve conquistar posturas aéreas sempre próximo à parede ou com outros apoios.

Não deve praticar semi-invertidas para essa oxigenação do cérebro, somente com o apoio da parede ou da cadeira, que já pode auxiliar em várias outros benefícios.


Perceba toda a relação de alinhamento e sustentação que podem ser trabalhados nessa postura com movimentos;

Observe que desde o alinhamento até a liberação ventral, do ciático e quadris de um modo geral e ativação das pernas e pés podem ser trabalhados nessa variante de Ardha Uttanasana com apoio na cadeira.


A pressão arterial também pode subir, especialmente no último trimestre, devido à pré-disposição hormonal. Isso é bastante sério e o professor deve estar atento a essas reações.

Perceba se sua aluna tem ruborização constante da face durante a prática, se os batimentos cardíacos estão constantemente alterados e se ela apresenta dores de cabeça, especialmente no dia da prática.
Conduza práticas respiratórias na parede, de pé ou sentada e sugira que ela coloque para o médico essas observações. Deixe-a tranquila e certifique-se de que essas sensações não estão presentes durante a aula. Podemos minimizar essas sensações, mas com cautela e consciência do que estamos indicando.

A prática de yoga para gestantes deve sempre ser segura e com bom senso. Quanto mais pudermos conhecer para nos preparar para lidar com todas as gestantes que possam nos procurar, mais respaldo dos cuidadores como os obstetras, teremos e mais gestantes nos procurarão com confiança!

Namastê!

Cristiani W. Bez Matsuoka
(48) 99167-6361
@cristianiw.bez
Professora de Yoga para gestantes em Florianópolis – SC
Yogashala Brasil – Centro – https://www.yogashala.com.br/
Yogaluz – Santa Mônica - http://www.yogaluz.com.br/


domingo, 28 de julho de 2019

Movimentos e sensações da reta final: Falsas contrações



A partir do 7º mês de gestação, até mesmo antes, é comum sentirmos alguns desconfortos causados por falsas contrações.

Elas podem acontecer comumente de 3 formas:

1.      O empuxo do baixo ventre, por causa da abertura do assoalho pélvico; essa sensação deve ser acomodada com movimentos sutis, como as rotações e liberações simples - o spping baby, que exemplificado no vídeo anterior. São como cólicas e costumam ser mais intensa nas últimas semanas que antecedem o parto.

2.      O entumecimento abdominal ou o endurecer da barriga. Essa sensação, que pode surgir desde o 6º mês pela respiração irregular, por comer com pressa, pelo movimento do bebê, etc., pode acontecer em vários momentos. É importante resgatar a respiração fluida para que esse desconforto passe, lembrando que essa sensação tende a ser mais prolongada na reta final. Preparei um vídeo orientando a liberação desta falsa contração.






3.      O empuxo e dor nas costas – especialmente na região lombar. Essa sensação pode ocorrer antes do 7º mês, por conta da postura e esforço físico inadequados, sobrepeso ou queda da energia vital. Essa sensação se intensifica na reta final, por conta das aberturas mais eficazes. O aquecimento e massageamento associado à respiração, podem ser feitos pelo “papai grávido” e é bastante reconfortante. Também vou postar em vídeo algumas dicas.  






As três sensações podem evoluir para contrações de treinamento, aumentando a intensidade, o tempo de duração. Podem acontecer todas juntas ou não.

Busque sempre resgatar a conexão com a sua respiração, focando nesta fluidez.

Lembre-se de que essas sensações fazem parte do processo da gestação para que você prepare seu corpo para o parto e que a evolução dessas contrações, fazem parte do processo de trabalho de parto.

Está tudo certo, são sensações que devem ser acomodadas. Evite travar a respiração, pois o foco na sensação dolorosa será maior.

Costumo dizer que é como a temperatura e a sensação térmica: muitas vezes o termômetro marca 18º, mas o vento forte faz com que pensemos que está mais frio.
Assim funcionam as contrações: Temos um nível de dor para as aberturas e acomodações do bebê acontecerem. Quando ficamos presas a essas percepções, elas parecem mais intensas. Assim que trazemos a consciência para a respiração fluida, desconfiguramos as tensões extras, especialmente na região dos ombros, que criamos ao registrar a sensação da presença da dor.

Nas aulas de reta final trabalhamos a consciência em pontos de desconforto para desassociarmos nossa mente desses pontos, trazendo nossa atenção à respiração.
Ainda que sejam “falsas contrações”, aproveite essas sensações para exercitar essa consciência de liberação e desassociação.


Namastê!

Cristiani W. Bez Matsuoka
(48) 99167-6361
@cristianiw.bez
Professora de Yoga para gestantes em Florianópolis – SC
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domingo, 7 de julho de 2019

Movimentos e sensações de reta final: pré-parto 1

Com este texto/vídeo, começo uma sequência para as gestantes de último trimestre.  Vamos falar de contrações - falsas e de treinamento, liberação de desconfortos, etc, com muita consciência.
Neste 1º, movimentos associados à respiração, com apoio, que podem ser feitos até o trabalho de parto, com adaptações, para a descida e acomodação do bebê.


No último trimestre, especialmente na descida e encaixe do bebê, que comumente acontece da 34ª a 36ª semanas, alguns movimentos são muito bem-vindos para favorecer a parceria mãe/bebê, nesse processo.

O posicionamento para a descida acontece mais cedo do que 34 semanas, mas o encaixe da cabeça do bebê no assoalho pélvico da mãe, acontece por volta da 36ª semana, e pode ocorrer até mesmo dias antes do trabalho de parto efetivo.

Alguns movimentos são muito bem-vindos para a fase de pré-encaixe e encaixe, para a descida e acomodação do bebê.

Também para a liberação dos quadris e soltura do ciático, de tensões da coluna, joelhos e tornozelos.

O sppining baby, comumente feito na bola de yoga/pilates, pode ser feito com apoios alternativos.
Esse é um nome moderno para os movimentos dos quadris que favorecem esse processo de descida e encaixe. Lembre-se de que a lei da gravidade favorece essa parceria mãe/bebê, com movimentos simples e conscientes.



Para a gestante que tem a bola em casa, poderá usá-la de várias formas. Se não tiver, vou dar algumas dicas de como substituí-la em algumas práticas de reta final.

No vídeo que segue, vamos usar uma cadeira de apoio. Veja o que é seguro para você. Pode ser o encosto de uma poltrona ou sofá, o que permitir a você gerar os movimentos simples de liberação que vou apresentar. Pode ser feito até o trabalho de parto, entre as contrações, se a gestante se sentir confortável. Neste caso, o foco é na respiração e nas liberações ventrais, da região lombar e dos quadris. A firmeza dos pés se faz necessária.

Lembre-se de sentir-se segura ao fazer os movimentos anatômicos de liberação a partir dos tornozelos. Esteja conectada com a sua respiração e com a liberação que os movimentos sugerem.


Namastê!

Cristiani W. Bez Matsuoka
(48) 99167-6361
@cristianiw.bez
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terça-feira, 25 de junho de 2019

Liberando os excessos dos ombros



É muito comum “carregarmos o mundo nas costas ou nos ombros”. Tensionamos essa região de forma inconsciente, trazendo uma força que certamente seria importante em outro ponto de nosso corpo.  Essa carga não só impede a fluidez da energia no plexo cardíaco, interrompendo ou diminuindo nosso diálogo respiratório com o ventre e baixo ventre, como gera tensão e dores nos ombros, costas, pescoço e articulações da face. 

LIBERAR OS OMBROS É SENTIR-SE MAIS LEVE, É DEIXAR PARTIR O QUE VOCÊ NÃO PRECISA CARREGAR!

Muitas vezes a tensão dos ombros interrompe a circulação de energia no centro do peito, dificultando a liberação das emoções, o estímulo à glândula Timo, associada ao nosso estado natural de alegria e estímulo à imunidade.

Na gestação, como tudo está em transformação contínua, no corpo, na mente e nas emoções, é comum gerarmos ou intensificarmos essas tensões. É importante tomar consciência dessa região especialmente no pós-parto, que temos o peso físico do bebê nos braços, mas comumente acessamos essa informação de “carregar” de forma incorreta.

Hoje vou apresentar variantes da postura do triângulo – TRIKONASANA – que trabalha o equilíbrio e consciência da nossa sustentação e expansão e também da nossa lateralidade, para liberar as tensões dos ombros e trazer a energia de sustentação para do baixo ventre aos pés.



Nesta variante, o afastamento entre as pernas é o suficiente para que a praticante encontre seu eixo interno, seu equilíbrio, e expanda o centro do peito, afastando com consciência, os ombros das orelhas, inspirando mentalmente até o topo da cabeça e exalando até o períneo ou planta dos pés.
É importante construir a postura percebendo o aterramento do baixo ventre até os pés e a expansão, especialmente do centro do peito.


É a mesma variante, mas com o espaçamento entre as pernas maior, para ativar mais a sustentação, por isso o apoio da parede, e o movimento dos braços para liberar os ombros, centro do peito, a parte superior do tronco com mais consciência. (vou mostrar esse giro no vídeo)


É ainda a mesma variante de Uttita Trikonasana, trabalhando o equilíbrio e lateralidade, com bastante consciência na sustentação, com ativação do períneo, com o apoio da cadeira. O giro dos braços e ombros também pode ser feito, ativando e liberando a parte superior do tronco.


Nesta torção, as escápulas são liberadas e com a consciência na respiração, acionamos mais espaços internos, ativamos os órgãos do ventre, períneo, pernas e pés.

Podemos então fazer o movimento dos braços, girando os ombros, para liberar mais... Com a amplitude do afastamento das pernas podemos acionar ainda mais a sustentação do baixo ventre até os pés.

Fiz um vídeo para exemplificar e unir essas variantes e informações. lembrando que, para as gestantes, é importante a presença de um apoio nesse afastamento mais amplo das pernas, para ativar com mais segurança o equilíbrio. No vídeo, apoiei em um tronco de árvore.

Lembre-se de liberar os ombros e sustentar períneo, pernas e pés!
Libere com consciência a energia do centro do peito e encontre mais espaço para o contentamento e a gratidão!

Namastê!

Cristiani W. Bez Matsuoka
(48) 99167-6361
@cristianiw.bez
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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Dicas de yoga mamãe e bebê em casa



Praticar yoga no pós-parto é muitas vezes um desafio, com tantas funções com o bebê, mas certamente é um prazer que traz saúde, bem-estar, reconexão com o corpo, mente e energia...

Você pode encontrar 5 minutos entre as mamadas, com seu bebê acordado, e começar a criar esse ritmo consciente na vida dos dois... Pode aumentar o tempo, conforme o hábito vai se estabelecendo, com tranquilidade.

Hoje vou deixar a dicas de algumas posturas e respirações para você fazer próxima ao seu bebê ou com ele que vão trazer acesso à sustentação da musculatura do corpo, soltura de tensões, reconexão com o baixo ventre, ventre e com suas sensações internas. Também pode gerar estímulos importantes para o desenvolvimento saudável do bebê.

Para os bebês com mais de 1 mês e meio, independente do tipo de parto.


Inicialmente, crie um espaço de segurança para o seu bebê no solo em que possa se sentir à vontade para observar, relaxar, se mover e perceber você. Tenha objetos de estímulos sonoros, visuais e de toque, à mão.

Estabeleça a conexão com você através de uma postura confortável sentada, reconectando-se com seu eixo interno através da respiração.

Seu bebê se tranquiliza em perceber o seu estado natural de tranquilidade.

Você pode inspirar mentalmente até o topo da cabeça e exalar até acessar o baixo ventre e períneo.
É uma concentração mental e uma ação consciente.


Faça uso de uma almofada para sentir a presença do seu ventre novamente.
Inicialmente deite-se de bruços com o baixo ventre e abdômen sobre a almofada. Relaxe os ombros e feições do rosto e então inspire expandindo os braços lateralmente e exale liberando o tronco, cabeça e os braços à frente ou na lateral. 

Sinta a energia de sustentação desde o baixo ventre até a sustentação da coluna.

Perceba também a liberação de tensões que você gera na exalação.
Faça a contração perínea durante a inspiração para ativar o assoalho pélvico.

Tenha sempre alguns estímulos próximo a você e ao bebê, para fazer conexão com ele entre os ciclos de movimentos. 
Sons, texturas e cores...

Para sentir o corpo todo em estado natural de sustentação, podemos acessar em vários momentos do dia, até mesmo após as mamadas, a postura DANDASANA, que consiste em sentar-se com a coluna ereta e pernas bem ativas. Adaptar essa postura para a presença do bebê é bem interessante para acessar pontos de firmeza. Flexione os joelhos se sentir que não está pronta para ativar completamente as pernas, dê preferência ao acesso à coluna ereta e à consciência na respiração. 

Você pode construir essa postura fazendo a liberação dos ombros, sustentando mais os braços com a presença do bebê. Ele pode estar virado para você ou recebendo estímulos de bruços se tiver entre 2 e 3 meses.
Esse estímulo é muito especial para o fortalecimento do corpo do bebê desde à coluna até a força do abdômen.
Enquanto isso você respira com consciência e retoma a conexão com o seu corpo.



Você pode concluir sua dinâmica como iniciou, ou sentindo o contato do seu ventre sobre as coxas, relaxando os ombros e a cabeça. Perceba as feições do rosto se soltarem e os ombros relaxarem.
Vez ou outra, pode acarinhar seu bebê para que sinta  seu toque, já que ele é bastante sensorial.

Cada uma dessas variantes apresentadas podem ser feitas em sequência ou separadamente, conforme o seu momento e o do seu bebê. Sinta-se pré disposta a cuidar-se com tranquilidade e segurança e assim, gerar essa sensação ao seu bebê. Ele sempre pode sentir o seu estado interno...

Namastê!

Cristiani W. Bez Matsuoka
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domingo, 16 de junho de 2019

Simplicidade: o caminho sem excesso




No dia a dia, muitas vezes nos esforçamos para “dar conta” de muitas atividades que elegemos para fazer. É comum nos agitarmos mentalmente para encontrar estratégias a fim de cumprir tais funções. Deste modo, nos afastamos do conceito da fluidez, tranquilidade e segurança, visitando mais oscilações mentais e agindo com menos consciência.

No Yoga e na vida, buscamos acessar o que é preciso, com naturalidade, aceitando as oscilações e buscando acomodá-las, na medida do possível, na medida da tranquilidade...

Na gestação são muitas transformações, assim, exercitar essa naturalidade, nos ajuda a organizar nossas sensações internas.

Trilhamos nosso caminho no momento presente para lidar melhor com cada questão, vivendo o tempo real para gerar tais acomodações, sem ansiedade ou antecipações desnecessárias.

Trazer esse conceito para a prática é exercitar a simplicidade, nos liberando dos excessos que acreditamos fazer parte da nossa vida.

Nas aulas de yoga é comum ter um ombro mais tenso, segurando algo completamente desnecessário. Trazer consciência a essa soltura é poder levar firmeza a pontos que precisamos ativar.

Assim, podemos acessar com simplicidade o conceito de movimento natural de nossa energia.

Se retemos a energia inconscientemente em um ponto de nosso corpo, vai faltar em outro. Se contraímos a musculatura das costas e tensionamos os ombros e feições do rosto, podemos não conseguir dar a devida consciência à lombar e ao períneo, por exemplo, registrando uma sensação de tensão e não de firmeza...
Na gestação, é comum essa tendência à tensão aumentar.

Vamos então, praticar com simplicidade:
Observe a sua respiração natural por alguns instantes e perceba que ela flui naturalmente na inspiração e exalação. Se seu corpo precisa liberar mais espaços internos, é provável que uma expiração mais alongada ou até mesmo pela boca, resgate os espaços que você precisa para se sentir mais íntegra nesse momento. Se você quer acessar naturalmente mais expansão, aumentando os espaços entre suas vértebras, perceba que alongar a inspiração pode lhe trazer essa sensação...

Sinta e pratique o que é importante para você se sentir bem no momento presente! Tente não deixar seus “hábitos mentais” de fazer mais, tirarem seu bem-estar, fazendo escolhas contrárias ao seu equilíbrio.

Busque respeitar o ritmo das coisas e criar o seu ritmo pessoal, conforme for possível e saudável para você, liberando-se dos excessos.

Perceber com simplicidade o que você precisa acessar no momento presente é trazer, com tranquilidade, a fluidez necessária para o seu dia, é organizar sua energia interna de forma saudável.

Traga essa prática para todo o seu processo gestacional e o aprendizado para a vida será um presente!

Sair dos excessos mentais e fazer o que é preciso com segurança, fluidez e tranquilidade!


Lembre-se de que uma flor só desabrocha no seu tempo natural, não adianta apressá-la! Uma borboleta só sai do casulo quando está pronta para voar...
Confie no desenvolvimento natural das situações e acomode sensações, respirando, expandindo e liberando o que é preciso!



Namastê!
Cristiani W. Bez Matsuoka
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